
"Uma tristeza invadia tudo, tristeza pela vida, minha própria tristeza e pelo meu terrível dilema. Cláudia esperava por mim, Cláudia que era minha filha e meu amor."
- Entrevista com o Vampiro, Anne Rice.
Na obscuridade dos pântanos, uma figura resplandece...
Pálida, pequena e bela, contemplava os funestos arvoredos e a terra ressequida; imagens que compunham o cenário da sua vida. Caminhava com lentidão e sem rumo, e os seus passos, ainda assim, eram firmes, talvez demasiado firmes para o seu corpo frágil de porcelana. Cláudia nada temia. Era dona de si e de algo mais. Era inabalável na sua pequenez, e o seu rosto angelical ocultava a malícia de quem conhece o mundo pelos olhos de um vampiro. Os sons nocturnos adensavam-se a sua volta, sussurrando-lhe melodias conhecidas que evocavam uma profunda melancolia. E a fome adensava-se e ela estava sozinha. Desejou ter Louis ao pé de si, sentir a dureza fria do seu abraço, chama-lo de seu pai e seu amor, e convida-lo para caçar. De mãos dadas vagueariam, como muitas vezes, pela luz cintilante de Nova Orleães, e ao som da Grande Ópera, dançariam até ao amanhecer…e por fim, render-se-iam ao sono dos mortos, preparando-se para mais uma noite, onde pai e filha viveriam para a imortalidade.
Mas não hoje. Hoje Cláudia não era a filha; era a mulher. Uma aparição branca como a neve, rendida ao lívido esplendor da solidão que era sua. Amando cada partícula do seu ser, pois não havia ninguém que o fizesse por ela…
Submersa no seu calor e na sua magnificência,
afogada num corpo que já não era seu
…a eterna Boneca de Porcelana.
Pálida, pequena e bela, contemplava os funestos arvoredos e a terra ressequida; imagens que compunham o cenário da sua vida. Caminhava com lentidão e sem rumo, e os seus passos, ainda assim, eram firmes, talvez demasiado firmes para o seu corpo frágil de porcelana. Cláudia nada temia. Era dona de si e de algo mais. Era inabalável na sua pequenez, e o seu rosto angelical ocultava a malícia de quem conhece o mundo pelos olhos de um vampiro. Os sons nocturnos adensavam-se a sua volta, sussurrando-lhe melodias conhecidas que evocavam uma profunda melancolia. E a fome adensava-se e ela estava sozinha. Desejou ter Louis ao pé de si, sentir a dureza fria do seu abraço, chama-lo de seu pai e seu amor, e convida-lo para caçar. De mãos dadas vagueariam, como muitas vezes, pela luz cintilante de Nova Orleães, e ao som da Grande Ópera, dançariam até ao amanhecer…e por fim, render-se-iam ao sono dos mortos, preparando-se para mais uma noite, onde pai e filha viveriam para a imortalidade.
Mas não hoje. Hoje Cláudia não era a filha; era a mulher. Uma aparição branca como a neve, rendida ao lívido esplendor da solidão que era sua. Amando cada partícula do seu ser, pois não havia ninguém que o fizesse por ela…
Submersa no seu calor e na sua magnificência,
afogada num corpo que já não era seu
…a eterna Boneca de Porcelana.

3 comentários:
É curioso teres postado isto logo hoje... que revi umas passagens do Armand. Sim, aquelas passagens, as mais bonitas, hehe. Devia deixar de ser preguiçosa e acabar o livro de vez. Mas depois quero mais dessas cenas e tu disseste-me que não havia mais... Deviam existir livros só com esse tipo de coisa, equilibrava o resto de merda que leio e toda a gente seria feliz. Afinal, quem não gosta de vampiros homo? Eu gosto, demasiado :{
Gostamos todos. xD
Anyway, acho que nenhum livro dela supera o Entrevista com o Vampiro, mesmo sem partes "bonitas".
Thanks for the comment. **
Mas eu quero partes bonitas.
Deviamos raptar a Rice e obriga-la e escrever 7 volumes só disso... Marius x Armand etc etc...
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