Sábado, 27 de Outubro de 2007

Mudez


Explica-me o que é a solidão;
o vazio onde os corpos caem
uma vez ou outra; talvez sempre
e a inocência morre.

Explica-me o que é a dor
que dilacera a alma
e arrasta o corpo;
que nos conduz gentilmente
até ao fim

Explica-me o que é a esperança;
débil, limitada, fraca
que vislumbra-nos em troça
e se vai.

Explica-me, meu amor, o que é o destino;
o que ele nos dirá? existe, será?
tarda, meu deus, tarda!
Explica-me por favor

e mostra-me o caminho...

5 comentários:

Petit Loke disse...

Do que apreendi deste poema Yura...
O único que te poderá mostrar a resposta a essas questões és tu mesma. Não procures respostas no mundo, procura-as em ti mesma. Porque afinal só tu é que contas, lembra-te disso. E embora tudo esteja ligado, és apenas tu o centro da tua vida, não à que negar ou fingir o contrário... Encontra-te a ti mesma e serás feliz.

Nota= Sabedoria de uma criatura de 17 anos sem absolutamente experiência nenhuma de vida (ou de qualquer outra coisa).

Delirium disse...

Um conselho que se te, obrigatoriamente, que levar em consideração. A verdade é que não há respostas para estas perguntas, daí o nome, Mudez.
Obrigada pelas por perceberes, obrigada pelas palavras.

Petit Loke disse...

E posta mais qualquer cosia... tou num mood de comentar

Delirium disse...

Quando houver inspiração/momentos criticos.

Raio Gama disse...

estou muito comovida.
fes-me pensar e pensar e pensar...
concordo plenamente com a luz, este poema esta mesmo ligado a ti, e a tudo a tua volta.