Domingo, 7 de Outubro de 2007

Perda


Morreram
as palavras
não ditas
desta alma incauta.

Morreram
mas com ternura
os sonhos,
privilégios divinos
do seu criador.

Morreram, ouvi-de!
para não mais voltar...
enterrados
sufocados
livres,
por fim,
de toda a dor

Morreu!
E agora jaz
o corpo,
mas não a alma
a casca,
mas não a essência
pois esta corre
livre, por fim,
daquele,
que por amor
a acorrentou.

2 comentários:

Sara disse...

para quem dizia que não escrivia muito estou imprecionada.
o que te adianta encrever muito, com pouco pode-se fazer coisas maravilhosas.

Petit Loke disse...

Lembro-me perfeitamente do primeiro parágrafo, quando o leste, ficamos todos, incluindo o professor, pasmados a olhar para ti.
Era a melhor passagem, todos notaram isso.
E embora seja um poema, a principio, negativo e pessimista, acaba de maneira corajosa, com um pouco de esperança, estou certa?

"mas não a essência
pois esta corre
livre, por fim,
daquele,
que por amor
a acorrentou."

É o que concluo com essa quintilha (QUINTILHA? LOL, Aulas de português = zero!).
Revelas-te muito, mas não demasiado, continua a pairar uma onda de mistério de que tu só sabes de que é feita.

Parabéns, está um poema muito bonito. Devias oferece-lo a alguém, ou, porque não, a ti mesma?


Djibi