
Morreram
as palavras
não ditas
desta alma incauta.
Morreram
mas com ternura
os sonhos,
privilégios divinos
do seu criador.
Morreram, ouvi-de!
para não mais voltar...
enterrados
sufocados
livres,
por fim,
de toda a dor
Morreu!
E agora jaz
o corpo,
mas não a alma
a casca,
mas não a essência
pois esta corre
livre, por fim,
daquele,
que por amor
a acorrentou.
as palavras
não ditas
desta alma incauta.
Morreram
mas com ternura
os sonhos,
privilégios divinos
do seu criador.
Morreram, ouvi-de!
para não mais voltar...
enterrados
sufocados
livres,
por fim,
de toda a dor
Morreu!
E agora jaz
o corpo,
mas não a alma
a casca,
mas não a essência
pois esta corre
livre, por fim,
daquele,
que por amor
a acorrentou.

2 comentários:
para quem dizia que não escrivia muito estou imprecionada.
o que te adianta encrever muito, com pouco pode-se fazer coisas maravilhosas.
Lembro-me perfeitamente do primeiro parágrafo, quando o leste, ficamos todos, incluindo o professor, pasmados a olhar para ti.
Era a melhor passagem, todos notaram isso.
E embora seja um poema, a principio, negativo e pessimista, acaba de maneira corajosa, com um pouco de esperança, estou certa?
"mas não a essência
pois esta corre
livre, por fim,
daquele,
que por amor
a acorrentou."
É o que concluo com essa quintilha (QUINTILHA? LOL, Aulas de português = zero!).
Revelas-te muito, mas não demasiado, continua a pairar uma onda de mistério de que tu só sabes de que é feita.
Parabéns, está um poema muito bonito. Devias oferece-lo a alguém, ou, porque não, a ti mesma?
Djibi
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