
Em algum lugar, de sonhos e de bruma
Nos refúgios da minha memória
Contemplei as Damas de vestidos brancos
entre centenas de imagens frias e gastas
Dançavam ao som natural da vida
Da palpitaçâo dos sentidos.
E sentiam na pele fria mármore
O peso dos anos e dos anos...
Flutuavam silenciosamente
num lúgubre mar de folhas mortas
choravam os invernos desolados; intermináveis.
Sentiam sem sentir, o choro de chuvas e tempestades
Num suplício agudo, estendi-lhes a mão
assomada pela angustia do seu destino;
clamei-lhes liberdade. Fui muda.
E a meiga obscuridade abateu-se sobre mim.
Acordei. A vela que se ascendeu,
deixou de emitir a sua luz cintilante
E na escuridão da noite, ergui-me do meu leito
lamentando a perda sombria
das Damas que ainda lá estão...

3 comentários:
ta muito giro.
acho o que ja disse anteriarmente, fazes bem em ter um bloge.
sujestam, trabalha mais a culona direita, fica com melhr apresentação no meu ponto de vista.
haaaaa, mete um inquerito se te apetecer para eu fazer batota nas votações
Como prometi, a siutação é a mesma, o poema também, dia diferente. mas desta vez o certo...
Andamos as três (sim, as três, porque a Nídia ou não escreve ou não mostra) à volta dos mesmos temas. É inconsciente, mas parece-me que o facto de nos vermos todos os dias influencia muito a nossa escrita.
A Sara não admite, mas está a mostra-nos um lado muito criativo e profundo que não parecia tão escavado antes.
Tu continuas a escrever como escrevias, sempre passaste muitíssimo bem as tuas ideias para o papel. Não foi uma evolução drástica (embora te tenham acontecido acontecimentos muito gratificantes no teu passado ano de vida, como tu bem sabes), mas já no décimo ano escrevias muito bem, talvez assuntos mais leves, mas da mesma maneira muito bem construídos.
Não vou falar sobre o assunto do poema, porque com certeza vou interpreta-lo de maneira errada.
Como não sei gramática não te possa avaliar a forma.
Mas posso avaliar a beleza.
A beleza que se salienta, que se forma das palavras, até para o mais ignorante.
É isso que resta, beleza.
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